quinta-feira, 4 de setembro de 2008

HOMEM DIFERENTE

HOMEM DIFERENTE (UM)


        O que faz que uma pessoa se destaque, no contexto social?

        Dirão alguns, talvez, que a soma dos valores que detém em contas bancárias, aplicações, rendas, bens móveis e imóveis.

        Poderão pensar outros que o destaque se pode dar no ambiente artístico, cultural, político.

        A pessoa também poderá se destacar pela inteligência, pela visão de mundo, adiante de seu próprio tempo.

        Ou pela beleza, pelo porte, pelo discurso fácil, ágil, atilado.

        No entanto, o maior destaque, com certeza, é no campo moral. A intimidade do ser.

        Porque alguém pode ser muito rico, belo, de discurso impecável, um cientista, uma alta inteligência e ser moralmente pobre.

        Na atualidade, o tom dominante parece ser o de 
fazer o que todos fazem.

        Assim, os homens desejam mostrar virilidade, sendo comandantes de sua própria casa.

        As mulheres desejam demonstrar que são belas e desejadas, que jamais a solidão as haverá de abraçar.

        E assim por diante...

        Dizemos que isso faz parte da cultura do país onde se vive, do mundo onde nos movemos.

        Será que não podemos destoar do comum? Será que não podemos nos destacar, exatamente por sermos diferentes?

        Na Índia, entre os
 parses, a mulher é educada para servir ao homem.

        Ela deve lhe dar muitos filhos, pois se assim não for, significa que algo errado existe na relação matrimonial.

        Ela deve ser-lhe a servidora, preparando-lhe os pratos de arroz, lentilhas, carnes, a cada dia.

        Deve zelar pela sua roupa, porque ele precisa parecer impecável aos olhos do mundo.

        Pois aquela mulher nascida em Calcutá se apaixonara por um jovem de Bombaim.

        Conhecera-o em casa de uma amiga, em uma festa. Pouco mais de 4 meses depois, estava casada.

        Logo que os dois se casaram, ela havia insistido em passar a ferro as camisetas finas para ele.

        Ele, no entanto, fincara pé e lhe dissera que se casara com ela por amor e para ter a sua companhia.

        Se desejasse simplesmente alguém que lavasse e passasse a sua roupa teria se casado com quem trabalhava exatamente para cuidar do seu vestuário.

        Seu senso de justiça, sua indignação moral diante do 
status inferior das mulheres, entre os seus, era inigualável.

        Mais de uma vez a jovem sentira a inveja das amigas.

        
Qual é o segredo? Lhe indagavam. Como foi que você o treinou tão bem?

        Mas ela dizia que nada tinha a ver com isso. Ele chegara a ela desse jeito.

        
Ele é a pessoa mais justa que eu conheço. Acredita na igualdade de direitos para as mulheres.

*   *   *

        Um homem diferente, destoando entre os de sua estirpe. Dentro de sua própria comunidade.

        Isso nos diz que não importa onde vivamos, a cultura que se nos impõe.

        Cada qual pode, dentro de seus parâmetros de justiça e moral, ser diferente. Destoar para melhor.

        Ser uma flor perfumada, colorida, num campo cinzento de erva seca e dura.

        Pensemos nisso!


Redação do Momento Espírita, a partir 
de informações colhidas no livro
A doçura do mundo, de Thrity 
Umrigar, ed. Nova Fronteira.

Em 04.09.2008.

Texto publicado conforme autorização por escrito do M.E.
Foto:By:Tecnocardriano.Todos os Doreitos Reservados.
LISON.F.R.C.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

RESPOSTA DE DEUS (A)

RESPOSTA DE DEUS (A)


        É como mergulhar em um mar de águas geladas. Por toda parte o frio, o abandono. Ninguém à vista, nada de sorrisos calorosos, mãos amigas, solidariedade.

        É assim quando o mundo nos vira as costas, os amigos fogem, e nada parece dar certo.

        Nesses momentos temos vontade de perguntar: 
Onde estão as pessoas gentis, os bons sentimentos? Onde se escondeu o amor, que todos louvamos?

        Nos escaninhos da alma então cresce um sentimento infeliz: O de que não somos dignos de ser amados. E queremos tanto ser amados!

        Queremos alegrias, carícias, gentilezas e sorrisos. Se isso nos falta, resta uma sombra cinzenta, um coração partido.

        E é assim que da garganta parte um pedido de socorro, um grito que corta os céus e chega a Deus. E que diz, entre soluços: 
Meu Pai, será que podes me ouvir? Estás aí? Deixa-me sentir Tua mão por um só instante.

        E se a alma está atenta, o coração aberto, a luz abre caminho entre as sombras. É como o sol surgindo após a chuva, seus raios dissipando nuvens pesadas, seu calor se espalhando pela Terra.

        É a resposta de Deus. Sua voz soa nos nossos ouvidos, sussurrando:
Sim, Meu filho, estou aqui. Confia, espera, supera, aguarda. Estou aqui.

        Somente essa voz divina tem o poder de restaurar nossa alma, de tornar cálida a água gelada que nos cerca.

        Deus é alegria. Estar unido a Ele é alcançar o permanente contentamento, Sua voz ecoando no coração, consolando, explicando. É como música feliz que leva para longe as mágoas, restaura a paz e devolve o sorriso.

        Por isso, nas horas árduas, quando a solidão se instalar e as lágrimas chegarem, apenas silencie a voz na garganta.

        Deixe apenas a alma falar. E em vez de queixas, permita que a voz secreta busque Aquele que criou todas as coisas. Dirija ao Pai Divino uma oração de reconhecimento e amor.  Algo mais ou menos assim: 

        
Na caminhada dos dias, nos caminhos do Mundo, na humildade de minha alma, eis-me aqui, meu Amigo, meu Amado.

        
Faz da minha vida o que for melhor para mim. Mesmo que meus pés sangrem, mesmo que meus lábios só emitam gemidos, confio em Ti.

        
Ouvir Tua voz na natureza é como recordar uma canção de infância. Violões em notas claras traduzindo brisas e risadas de criança. À Tua sombra existe serenidade e paz. A paz que sempre busquei.

        
És minha água, meu sol, o ar mais puro. Por isso meu único pedido é que me deixes apenas Te amar.

*   *   *

        Deus está em toda parte, e, obviamente, em ti e contigo também.

        Procura encontrá-Lo, não somente nas ocorrências ditosas, senão em todos os fatos e lugares.

        Reserva-te a satisfação de ser cada dia melhor do que no anterior, de forma que Ele em ti habite e, sentindo-O, conscientemente, facultes que outros também O encontrem.


Redação do Momento Espírita, com pensamentos finais 
do cap. 33 do livro Episódios diários, do Espírito
Joanna de Angelis, psicografado por 
Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.

Em 03.09.2008.

Texto: Publicado conforme autorização por escrito do M.E.
Foto:By:Roberto Faria:Todos os Direitos Reservados.A presente foto não pode ser copiada  e está totalmente proibido seu uso comercial.
LISON.F.R.C.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

ORAÇÃO (II)


ORAÇÃO (II)*
"Que Deus não permita que eu perca o ROMANTISMO,
mesmo sabendo que as rosas não falam...
Que eu não perca o OTIMISMO,
mesmo sabendo que o futuro que nos espera pode não ser tão alegre...
Que eu não perca a VONTADE DE VIVER,
mesmo sabendo que a vida é,em muitos momentos, dolorosa...
Que eu não perca a vontade de TER GRANDES AMIGOS,
mesmo sabendo que, com as voltas do mundo,eles acabam indo embora de nossas vidas...
Que eu não perca a vontade de AJUDAR AS PESSOAS,
Mesmo sabendo que muitas delas são incapazes de ver, reconhecer e retribuir, esta ajuda...
Que eu não perca o EQUILÍBRIO,
mesmo sabendo que inúmeras forças querem que eu caia...
Que eu não perca A VONTADE DE AMAR,
mesmo sabendo que a pessoa que eu mais amo pode não sentir o mesmo sentimento por mim...
Que eu não perca a LUZ E O BRILHO NO OLHAR,
mesmo sabendo que muitas coisasque verei no mundo escurecerão os meus olhos...
Que eu não perca a GARRA,
mesmo sabendo que a derrota e a perdaSão dois adversários extremamente perigosos..."
Autor: *Chico Xavier
Foto:By:Código de Luz "El Fotografo".Todos os Direitos Reservados ao Autor.
Fonte:Do Orkut de Robison Assis.
LISON.F.R.C.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

RECEITA DE FELICIDADE



Receita de felicidade
Por Pedro J. Bondaczuk
A felicidade é uma condição ambígua, que comporta múltiplas interpretações, sem que se chegue, jamais, a um consenso. Já escrevi, sem exagero, uma centena de crônicas a respeito, sem, todavia, chegar a alguma conclusão definitiva. Creio que ninguém chegou. Quem é feliz, por exemplo, quase sempre sequer tem consciência desse estado de felicidade. E nem é necessário. Quem não é... busca-a pelos mais estranhos caminhos e em geral se frustra. Cada qual, todavia, tem que a encontrar pelos próprios meios.
Perguntaram-me, certa ocasião: “Existe alguma receita infalível para uma vida útil, produtiva e feliz?” Respondi, sem pestanejar (mas baseado, claro, apenas na experiência pessoal): “Sim, existe”. Todavia, embora pareça simples e óbvia, não é tão fácil assim de ser posta em prática. Por que? Por causa da nossa tendência de complicar todas as coisas.
A simplicidade nos assusta e gera desconfiança de que, se as coisas parecem (ou são) muito simples, há algo de errado com elas, mesmo, e principalmente, que não haja. O mais prático e lógico é tratar cada dia como se fosse miniatura de uma vida. Ou seja, que tenha começo, meio e fim.O ontem e o amanhã devem ser completamente ignorados e permanecer em compartimentos estanques e indevassáveis. Nosso empenho no novo dia deve ser o máximo, total e absoluto, como se nascêssemos ao nascer do sol e viéssemos a morrer no seu ocaso.
Tudo o que fizermos, seja lá o que for, tem que ser feito da melhor forma que soubermos, indo, para isso, ao limite das nossas forças e capacidades, caso se faça necessário. Por isso, não devemos deixar pendências para amanhã. Tudo o que tiver que ser resolvido, tem que o ser nestas 24 horas e apenas nelas.
No dia seguinte, a receita é exatamente a mesma. E isso tem que ser repetido por todos os anos da nossa vida, sem nenhuma exceção. Mas você conhece quem aja dessa maneira? Eu não conheço! E, no entanto, esse procedimento é para lá de óbvio.
O mal é que, não apenas deixamos assuntos pendentes, de um dia para o outro, como levamos para ele os erros e bobagens cometidos na véspera, quando o sensato seria esquecê-los de vez, apagá-los por completo, como se jamais tivessem sido cometidos.Há como se recuperar de um grande fracasso, desses imensos que nos tornam, aos olhos do mundo, irremediavelmente derrotados? Há como absorver grandes perdas pessoais, de parentes, amigos e da pessoa amada? Há como recuperar o tempo perdido e, em idade relativamente avançada, fazer o que não se fez na juventude, estudar, cursar universidade e adquirir profissão que dê prestígio e, sobretudo, prazer?
A resposta para todas essas questões é sim!!! Não seremos os primeiros (e, provavelmente, também, não os últimos) a agir assim. Muitos e muitos já fizeram isso e com sucesso. Claro que esse recomeço diário exige perseverança, fé, autodisciplina e coragem. Enquanto há vida, todavia, sempre há esperança de um “renascimento” da alma.
Há pessoas que são absolutamente felizes por nada e outras, por seu turno, têm tudo o que alguém possa aspirar e são “poços” de infelicidade. Por que? Porque a felicidade é uma predisposição íntima, uma condição espiritual favorável, um estado de satisfação interior que não depende de nada e ninguém para se instalar em nossas vidas.
Para sermos felizes, temos de “querer” sê-lo, mas com a máxima intensidade, de coração e alma abertos, sem atentar para o que fomos, somos ou poderemos vir a ser ou para o que temos e com quem estamos. Claro que não sou o dono da verdade e posso, perfeitamente, estar equivocado a respeito. Escrevo, porém, com base, exclusivamente, na minha experiência pessoal. E asseguro que, na maior parte do tempo, sou feliz! Por que? Porque quero! O filósofo norte-americano, Ralph Waldo Emerson, resume essa “receita” de bem viver da seguinte forma:
“Termine cada dia e largue-o. Você fez o que pôde. Sem dúvida alguns erros e disparates se insinuaram nele; esqueça-os o mais depressa que puder. Amanhã é um novo dia; comece-o bem e serenamente e com o ânimo bastante alto para não se deixar estorvar por suas tolices passadas”. Que tal tentarmos viver dessa forma?
Pedro J. Bondaczuk é jornalista e escritor, autor do livro “Por Uma Nova Utopia”
Fonte:www.planetanews.com/
Foto:By:www.nena.com/Todos os Direitos Reservados.
Artigo publicado conforme autorização por escrito do Site Planeta News.
LISON.F.R.C.