segunda-feira, 8 de setembro de 2008

PARA REFLETIR


PARA REFLETIR



Existe uma lei que diz que quando alguém

busca posição ela encontra oposição.

Espiritualidade diz que o que devemos

aprender a fazer é ter auto-respeito,

é nos manter estáveis em uma consciência eterna e elevada,

evitando  tudo que possa baixar vibrações (vícios

                                   ou tudo aquilo que nos tira do equilíbrio).

Quando aprendermos a fazer isso,

o mundo também será capaz de nos respeitar.

Para isso preciso atentar para o meu papel como ser humano e,

nessa consciência, perceber minha própria humanidade:

eu tenho a chave de todos os tesouros.

Eu tenho todos os poderes, eu tenho todas as virtudes.

Autor: Salatino  Ivano  Silva.

Foto:Jon Sullivan.

LISON.F.R.C.

domingo, 7 de setembro de 2008

LUZES NO INVERNO


       Luzes no inverno

 

  Por Pedro J. Bondaczuk


Amigos são necessários – diria que são indispensáveis – em todas as épocas da vida. Acompanham-nos para o que der e vier, exortam-nos quando estamos prestes a desanimar, admoestam-nos quando erramos, orientam-nos em nossas dúvidas, criticam-nos quando procedemos mal, elogiam-nos quando agimos com bom-senso e sabedoria etc.etc.etc de acordo com as necessidades e circunstâncias. Vibram com os nossos sucessos e nos são solidários nos fracassos. Pelo menos, é o que se espera deles.

Os que não satisfazem essas condições, esse padrão de conduta, podem ser tudo – colegas, simpatizantes, meros companheiros etc. – menos amigos. Instintivamente, deixamos de considerá-los como tal. Ao não satisfazerem nossas expectativas, se rompe, às vezes abruptamente, o elo de confiança e de intimidade que tínhamos com essas pessoas.

Algumas (e não raras) se transformam, até, em ferozes inimigas, como ocorre com os que odeiam alguém (que quase sempre são os mesmos que um dia amaram quem é hoje odiado e ou foram traídos, ou repelidos, ou tiveram profunda decepção com ele). Pude testemunhar inúmeros casos desse tipo, embora, felizmente, isso nunca tenha ocorrido comigo. 
Uma das condições essenciais para se “ter” um amigo é “ser” amigo. A amizade, como o amor, exige reciprocidade. Não pode, portanto, ser unilateral. Nunca é um solo, mas sempre um dueto (ou um coral, quando for o caso). As verdadeiras amizades resistem a crises, abalos, males-entendidos, discussões, brigas etc.. Ou seja, tudo o que atrapalhe um relacionamento maduro e profundo. Não raro, até, após essas “tempestades”, depois desses rompantes, se fortalecem, consolidam e perpetuam.

Tive e tenho o grato privilégio de contar com muitos amigos, alguns de já várias décadas, nos quais confio tanto a ponto de depositar minha própria vida, se preciso for, em suas mãos. E o que nos uniu a esse ponto? Não sei explicar. Da maioria, não recebi um único favor. Mas as amizades que se prezam prescindem de comprovações. Tenho absoluta certeza (na verdade, intuição) que, se um dia vir a precisar dessas pessoas, elas não me faltarão, para o que der e vier. E a recíproca, claro, é verdadeira.

Muitos desses amigos queridos já faleceram, mas não os esqueço jamais. Iluminaram minha vida enquanto puderam estar presentes e deixaram uma saudade gostosa, de momentos inesquecíveis que pudemos partilhar. São amizades antigas, da juventude, dos bancos escolares, dos lugares em que trabalhei, dos campos de futebol, das baladas e das mútuas e infindáveis confidências das nossas múltiplas dúvidas e esperanças. São luzes da primavera que continuam a brilhar neste já princípio de inverno. 

As amizades, pois, são essenciais para uma vida sadia e equilibrada, em qualquer período da nossa trajetória no mundo. Mas em nenhuma outra época os amigos são mais bem-vindos (e necessários) do que na velhice. Este é um período crítico e assustador para a maioria, em que a solidão se torna ameaçadora e rude, os “fantasmas” são cada vez mais constantes e onipresentes e os caminhos, por mais suaves que sejam, se embaralham e confundem e parecem sempre sombrios e perigosos.

É quando a luz de uma amizade brilha mais intensa e ganha muito maior valor. É quando o diálogo se torna mais denso e a interação de duas almas tem chances de ser completa. E nem é preciso que ambos sejam contemporâneos, de idades próximas. Podem estar separados por gerações e, ainda assim, sempre irão encontrar pontos comuns de identidade, interesses coincidentes, sólidos elos de ligação. Para isso acontecer, todavia, não pode haver preconceitos de parte a parte.

Algumas amizades se tornaram célebres, quer pela intensidade, quer pela duração. A Bíblia nos fala, por exemplo, da que ligou Jônatas e Davi. Também nos relata a que uniu Timóteo e Tito, discípulos do apóstolo Paulo, companheiros inseparáveis na árdua missão de disseminar o cristianismo por todas as partes do mundo, numa época em que os que professavam essa crença eram vítimas de ferozes perseguições.
Na Literatura brasileira, é conhecida a ligação afetiva do então já experiente e vivido Joaquim Nabuco e do jovem e promissor Graça Aranha, que rendeu excelentes frutos para as duas partes. E a de Francisco Escobar com Euclides da Cunha. E a de Monteiro Lobato com Godofredo Rangel. E a do já citado Nabuco com Machado de Assis. E poderia desfiar casos e mais casos de amizades que nunca terminaram.

Eu poderia apresentar uma lista enorme (felizmente) de amigos antigos e recentes, dos tempos de juventude e dos que conheci na semana passada, todos preciosos, onipresentes e imprescindíveis, mas não o farei para não aborrecer ainda mais o paciente leitor com minhas confidências. Afinal, como escritor, é a sua amizade e a sua fidelidade que quero conquistar... e conservar, logicamente. 


Pedro J. Bondaczuk é jornalista e escritor, autor do  livro “Por Uma Nova Utopia”

Foto:By:Mauro Marescott.Todos os Direitos Reservados.

Artigo publicado conforme autorização por escrito do Site Planeta News.

LISON.F.R.C.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

HOMEM DIFERENTE

HOMEM DIFERENTE (UM)


        O que faz que uma pessoa se destaque, no contexto social?

        Dirão alguns, talvez, que a soma dos valores que detém em contas bancárias, aplicações, rendas, bens móveis e imóveis.

        Poderão pensar outros que o destaque se pode dar no ambiente artístico, cultural, político.

        A pessoa também poderá se destacar pela inteligência, pela visão de mundo, adiante de seu próprio tempo.

        Ou pela beleza, pelo porte, pelo discurso fácil, ágil, atilado.

        No entanto, o maior destaque, com certeza, é no campo moral. A intimidade do ser.

        Porque alguém pode ser muito rico, belo, de discurso impecável, um cientista, uma alta inteligência e ser moralmente pobre.

        Na atualidade, o tom dominante parece ser o de 
fazer o que todos fazem.

        Assim, os homens desejam mostrar virilidade, sendo comandantes de sua própria casa.

        As mulheres desejam demonstrar que são belas e desejadas, que jamais a solidão as haverá de abraçar.

        E assim por diante...

        Dizemos que isso faz parte da cultura do país onde se vive, do mundo onde nos movemos.

        Será que não podemos destoar do comum? Será que não podemos nos destacar, exatamente por sermos diferentes?

        Na Índia, entre os
 parses, a mulher é educada para servir ao homem.

        Ela deve lhe dar muitos filhos, pois se assim não for, significa que algo errado existe na relação matrimonial.

        Ela deve ser-lhe a servidora, preparando-lhe os pratos de arroz, lentilhas, carnes, a cada dia.

        Deve zelar pela sua roupa, porque ele precisa parecer impecável aos olhos do mundo.

        Pois aquela mulher nascida em Calcutá se apaixonara por um jovem de Bombaim.

        Conhecera-o em casa de uma amiga, em uma festa. Pouco mais de 4 meses depois, estava casada.

        Logo que os dois se casaram, ela havia insistido em passar a ferro as camisetas finas para ele.

        Ele, no entanto, fincara pé e lhe dissera que se casara com ela por amor e para ter a sua companhia.

        Se desejasse simplesmente alguém que lavasse e passasse a sua roupa teria se casado com quem trabalhava exatamente para cuidar do seu vestuário.

        Seu senso de justiça, sua indignação moral diante do 
status inferior das mulheres, entre os seus, era inigualável.

        Mais de uma vez a jovem sentira a inveja das amigas.

        
Qual é o segredo? Lhe indagavam. Como foi que você o treinou tão bem?

        Mas ela dizia que nada tinha a ver com isso. Ele chegara a ela desse jeito.

        
Ele é a pessoa mais justa que eu conheço. Acredita na igualdade de direitos para as mulheres.

*   *   *

        Um homem diferente, destoando entre os de sua estirpe. Dentro de sua própria comunidade.

        Isso nos diz que não importa onde vivamos, a cultura que se nos impõe.

        Cada qual pode, dentro de seus parâmetros de justiça e moral, ser diferente. Destoar para melhor.

        Ser uma flor perfumada, colorida, num campo cinzento de erva seca e dura.

        Pensemos nisso!


Redação do Momento Espírita, a partir 
de informações colhidas no livro
A doçura do mundo, de Thrity 
Umrigar, ed. Nova Fronteira.

Em 04.09.2008.

Texto publicado conforme autorização por escrito do M.E.
Foto:By:Tecnocardriano.Todos os Doreitos Reservados.
LISON.F.R.C.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

RESPOSTA DE DEUS (A)

RESPOSTA DE DEUS (A)


        É como mergulhar em um mar de águas geladas. Por toda parte o frio, o abandono. Ninguém à vista, nada de sorrisos calorosos, mãos amigas, solidariedade.

        É assim quando o mundo nos vira as costas, os amigos fogem, e nada parece dar certo.

        Nesses momentos temos vontade de perguntar: 
Onde estão as pessoas gentis, os bons sentimentos? Onde se escondeu o amor, que todos louvamos?

        Nos escaninhos da alma então cresce um sentimento infeliz: O de que não somos dignos de ser amados. E queremos tanto ser amados!

        Queremos alegrias, carícias, gentilezas e sorrisos. Se isso nos falta, resta uma sombra cinzenta, um coração partido.

        E é assim que da garganta parte um pedido de socorro, um grito que corta os céus e chega a Deus. E que diz, entre soluços: 
Meu Pai, será que podes me ouvir? Estás aí? Deixa-me sentir Tua mão por um só instante.

        E se a alma está atenta, o coração aberto, a luz abre caminho entre as sombras. É como o sol surgindo após a chuva, seus raios dissipando nuvens pesadas, seu calor se espalhando pela Terra.

        É a resposta de Deus. Sua voz soa nos nossos ouvidos, sussurrando:
Sim, Meu filho, estou aqui. Confia, espera, supera, aguarda. Estou aqui.

        Somente essa voz divina tem o poder de restaurar nossa alma, de tornar cálida a água gelada que nos cerca.

        Deus é alegria. Estar unido a Ele é alcançar o permanente contentamento, Sua voz ecoando no coração, consolando, explicando. É como música feliz que leva para longe as mágoas, restaura a paz e devolve o sorriso.

        Por isso, nas horas árduas, quando a solidão se instalar e as lágrimas chegarem, apenas silencie a voz na garganta.

        Deixe apenas a alma falar. E em vez de queixas, permita que a voz secreta busque Aquele que criou todas as coisas. Dirija ao Pai Divino uma oração de reconhecimento e amor.  Algo mais ou menos assim: 

        
Na caminhada dos dias, nos caminhos do Mundo, na humildade de minha alma, eis-me aqui, meu Amigo, meu Amado.

        
Faz da minha vida o que for melhor para mim. Mesmo que meus pés sangrem, mesmo que meus lábios só emitam gemidos, confio em Ti.

        
Ouvir Tua voz na natureza é como recordar uma canção de infância. Violões em notas claras traduzindo brisas e risadas de criança. À Tua sombra existe serenidade e paz. A paz que sempre busquei.

        
És minha água, meu sol, o ar mais puro. Por isso meu único pedido é que me deixes apenas Te amar.

*   *   *

        Deus está em toda parte, e, obviamente, em ti e contigo também.

        Procura encontrá-Lo, não somente nas ocorrências ditosas, senão em todos os fatos e lugares.

        Reserva-te a satisfação de ser cada dia melhor do que no anterior, de forma que Ele em ti habite e, sentindo-O, conscientemente, facultes que outros também O encontrem.


Redação do Momento Espírita, com pensamentos finais 
do cap. 33 do livro Episódios diários, do Espírito
Joanna de Angelis, psicografado por 
Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.

Em 03.09.2008.

Texto: Publicado conforme autorização por escrito do M.E.
Foto:By:Roberto Faria:Todos os Direitos Reservados.A presente foto não pode ser copiada  e está totalmente proibido seu uso comercial.
LISON.F.R.C.